30 julho 2009

Lançamento da Eisenbahn Joinville Porter


Foi lançada oficialmente a vencedora do segundo concurso mestre cervejeiro da Eisenbahn, em um evento exclusivo para convidados no Bar Anhanguera, São Paulo, nesta segunda-feira passada 27.
Mais detalhes desta preciosidade podem ser vistos no belíssimo site (parabéns) feito especialmente para a cerveja: http://www.joinvilleporter.com.br/



A garrafa, de 375 ml, fechada com rolha, "edição limitada" pode ser comprada por R$ 19,99 (+frete) diretamente pelo site de e-commerce da Eisenbahn Markt: https://eisenbahn.com.br/loja/index.php?Categoria=19
Vamos prestigiar.
Abraços.

23 julho 2009

Petiscos e cervejas

Relendo o Guia da Cerveja de 2007 resolvi postar um resumo da materia sobre petiscos e cervejas:
  • Peticos a base de carne (com fritura, ex: pastel): Bock ou Pilsen mais encorpada. Carnes fritas em óleo pedem uma cerveja com grau alcoolico maior para limpar a gordura que impregna nas papilas gustativas.
  • Carnes vermelhas com molhos leves: Amber Ale.
  • Carnes vermelhas com molhos pesados e fortes: Dark Ale.
  • Costelinha de Porco: Weiss (para refrescar).
  • Picanha ou Fraldinha: Pale Ale.
  • Carnes mais suculentas (cordeiro): Schwarzbier e outras que sejam torradas e escuras.
  • Queijos leves: Pilsen, Light, Weiss.
  • Queijos com texturas suaves: Pilsen mais encorpada (como Serra Malte).
  • Queijos fortes e condimentados: Abadia, Pale Ale, Bock.
  • Queijos como Roquefort: Trappiste.
  • (dica: deixe o queijo desmanchar na lingua e então beba a cerveja e faça ambos se misturarem)
  • Frango ou Peixe com pouco tempero: Light, Weiss.
  • Frango ao molho Pardo: Stout
  • Bolinho de Bacalhau: Weiss (fritura é rica em acidez)
  • Petiscos com Peixes defumados: Malzbier.
  • Frango Grelhado: Pale Ale.
  • Quibe: Pilsen.
  • Coxinha de Frango com Requeijão do Frangó: Todas Cervejas (hahahahaha...tá na revista...eita propaganda)
  • Frutos do Mar: Lambic.
  • Ostras, Mariscos, Crustáceos: Stout.
  • Petiscos com ingredientes Orientais: Pilsen.
  • Canapés: Pilsen
  • Salgadinhos Apimentados ou Avinagrados: Pilsen e Weiss
  • Petisco Leve com molho mais acentuado: Stout.
Porém o que importa mesmo é: beba cerveja, seja qual for.....vai combinar com sua sede e desejo.

Um brinde (fiquei com fome.......... e sede é claro).

18 julho 2009

How to Brew - Como fazer cerveja


Se você já faz cerveja, ou se interessa em aprender, um excelente livro é o "How to Brew" cuja versão original em inglês está disponível online no endereço: http://www.howtobrew.com/ ; porém se seu inglês não está tão afiado, não se preocupe, os cervejeiros artesanais de todo país estão traduzindo o livro (a Conscerva está participando) online, mantendo todos direitos autorais é lógico. Como é uma tradução coletiva, online, todo mundo pode participar. Visite o Wiki da tradução e se puder, colabore também: http://howtobrew.homebrewer.com.br/

Pasta de dente sabor cerveja

(risos)... não podia deixar de registrar isso...
O NetDentista fez um post de como fazer pasta de dente com sabor de cerveja.
http://ptodonto.wordpress.com/2009/04/30/como-fazer-pasta-de-dente-sabor-cerveja/
O mais interessante é limpar a boca e mesmo assim ficar com o sabor da cerveja.
Que beleza.
(risos)

15 julho 2009

Reinheitsgebot - Lei da Pureza - 1516

Olá pessoal, vejam como é interessante o texto da conhecida Lei da Pureza, que na verdade mais estabelecia a forma de comércio do que especificamente a composição....
A Reinheitsgebot (conhecida como lei da pureza da cerveja) foi uma lei promulgada pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de Abril de 1516 que estabelecia regras para fabricação e comercialização da bebida na região.

Segue abaixo texto retirado do livro de Conrad Seidl:

"Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e feiras, de São Miguel (29 de setembro - inicio do novo ciclo de fabricação de cerveja) até São Jorge (23 de abril), uma caneca de 1 litro (a caneca da Baviera tinha na época 1,069 litro) ou uma cabeça (tigela em forma semicircular para líquidos, com pouco menos de uma caneca de 1 litro) de cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfening da moeda de Munique, e de São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfening da mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller (o Heller geralmente equivale a meio Pfening), sob as penas da lei. Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Marzen, não pode de forma alguma vendê-la por preço superior a 1 Pfening por caneca de 1 litro. Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras e no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um fabricante um, dois ou três baldes (equivalentes a 60 canecas de 1 litro) de cerveja para servir ao povo comum, a ele somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais do que o que o estabelecido anteriormente. Dado por Guilherme IV, Duque da Baviera, no dia de São Jorge, no ano de 1516, em Ingolstadt."

Em Alemão "arcaico" está escrito assim no livro do Conrad Seidl:

"Wie das Pier Summer vie Winter auf dem Land sol geschenkt und prauen werden: Item wir ordnen, setzen und wollen mit Rathe unnser Lanndtschaft das füran allenthalben in dem Fürstenthumb Bayrn auff dem Lande auch in unsern Stettn vie Märckthen da desáhalb hieuor kain sonndere ordnung gilt von Michaelis bis auff Georij ain mass oder kopffpiers über einen pfennig müncher werung un von Sant Jorgentag biB auf Michaelis die mass über zwen pfennig derselben werung und derenden der kopff ist über drey haller bey nachgeferter Pene nicht gegeben noch auBgeschenckht sol werden. Wo auch ainer nit Merrzn sonder annder pier prawen oder sonst haben würde sol erd och das kains weg häher dann die maB umb ainen pfennig schenken und verauffen. Wir wollen auch sonderlichen dass füran allenthalben in unsern stetten märckthen un auf dem lannde zu kainem pier merer stückh dan allain gersten, hopfen un wasser genommen un gepraucht solle werdn. Welcher aber dise unsere Ordnung wissendlich überfaren unnd nie hallten wurde den sol von seiner gerichtsobrigkait dasselbig vas pier zustraff unnachläBlich so offt es geschieht genommen werden. Jedoch wo ain brüwirt von ainem pierprewen in unnsern stettn märckten oder aufm lande jezuzeitn ainen Emer piers zwen oder drey kauffen und wider unnter den gemaynen pawrfuolck ausschenken würde dem selben allain aber sonstnyemandes soldyemaBs oder der kopfpiers umb ainen haller häher dann oben gesetzt ist zugeben un ausschencken erlaube unnd unuerpotn."

04 junho 2009

Última brassagem que gerou a materia-prima dos pães


Esta é a última brassagem que gerou a cevada para os pães do post abaixo....
A última foto é justamante a cevada após a brassagem.




16 abril 2009

Um pouco da nossa história...



CERVEJA.. sempre foi o nosso ponto fraco em festas, churrascos, eventos, viagens... ou em qualquer lugar que fosse possível degustá-la.
Porém só bebíamos as tradicionais, tanto nos bares e restaurantes que frequentávamos quanto as que comprávamos nos supermercados.
Quando viajávamos para cidades de montanha com temperaturas mais baixas aos poucos começamos a encontrar mais e mais vezes Erdinger que começaram a ganhar presença por serem servidas nos seus copos tradicionais...
E no restaurante Argentino, Puerto de Palos, aqui em Santos, onde servem a Patrícia e a Norteña. E também no Trajano, que além de um excepcional chopp Brahma, serve também Terezópolis, Erdinger, Devassa e Colorado.
Com isso nos churrascos e encontros dos amigos começamos a comprar Erdinger e alguns bares já encontrávamos o chopp Erdinger, Guiness e a cerveja Paulaner, também em seu copo específico.
O Pão de Açucar então fez o favor, para nós, de começar a dispor em suas prateleiras estas preciosidades e mais algumas "várias" novas, pelo menos ao nosso paladar. Bom, ai papo vai, papo vem, e o Gilberto (Giba O´Brewer) comprou uns livros sobre o assunto: “fazer cerveja”, em inglês (porque esta literatura ainda não está difundida aqui no Brasil, quem sabe não é o nosso futuro...propagar o conhecimento), começou a navegar em sites e mais sites ... e com isso propôs ..."vamos fazer um curso de cerveja artesanal ?"...
Demorô !
Lá estávamos nós, eu e o Giba, numa manhã de sábado em outubro de 2008 no Tortula em São Paulo (
http://www.tortula.com.br/), na av. Santo Amaro próximo a av. Morumbi, no 17º curso de cerveja artesanal da "A Turma" de Campinas, ouvindo o Afonso falar sobre a nobre arte de brassar, cozer, fermentar, maturar e degustar a nossa própria leva.





Enfim, munidos de apostila e todas anotações sobre o material básico necessário, não demoramos a ir às compras de panelas, fogareiro, termômetro, balança, geladeira, baldes, entre outros (todo esse material será conteúdo de outro post) e kits básicos para as nossas primeiras levas.
A primeira, uma Pilsen com pouquííííssimo lúpulo, (usamos a quantidade que vieo no kit). Já tínhamos lido que poderia ser mais, ou melhor, muito mais; mas com receio de errar, seguimos o que estava no kit.
Seguimos a apostila, passo a passo, anotamos tudo, fizemos as medições de densidade, temperatura; foi uma verdadeira “aventura” cervejeira que mostrou o quanto seria prazeiroso este novo hobby.
Bom, como era um Pilsen, portanto com levedura de baixa tinha que ser mantida em temperaturas entre 6 e 12º C; ou seja, não precisa dizer que como não tínhamos um termostato na geladeira, não conseguimos isso....e depois de alguns dias de inatividade dos nossos operários microscópicos; resolvemos colocar fermento de a
lta; pois é transformamos a nossa primeira cria em uma metamorfose mais ou menos no caminho Golden Ale...(se assim podemos profanar..)
Mas enquanto a cerveja passava por todo seu processo, aproveitamos para comprar e degustar semana a semana várias, marcas e tipos. Descobrimos muitas delas no Pão de Açucar e no Empório Santa Marta, no canal 3.
Após muita ansiedade, esperamos o prazo todo da maturação, e então abrimos a primeira garrafa ....e que surpresa fantástica (veja a foto ao lado)...estava linda, espuma cremosa, e muito gostosa, apesar de bem levinha .... bebemos quase toda a cerveja, só nós, para provar porque as próximas que foram sendo abertas, iam demonstrando algumas facetas de problemas, como pouco gás, aroma de lúpulo velho (famoso xulé), mas várias ficaram excelentes.
Bom não precisa dizer que as com leve cheiro de xulé geraram um apelido de Xulé Beer. Fazer o que né ? Acho que era inveja dos outros que não fizeram o curso...



E assim foi, fizemos a segunda leva, uma cerveja com trigo e bem mais lúpulo. Ficou ótima. Boa mesmo. (ao lado, foto do processo)






Neste momento, começo de 2009, fizemos um novo curso, agora com o Leonardo Botto do Rio de Janeiro, onde conseguimos levar os "Xulé Brothers" para ver se aprendiam alguma coisa sobre “cervejar”, e para nós Giba e eu, complementou muito o que já tínhamos aprendido e serviu também para conhecermos outros cervejeiros e o bar Melograno em Sampa, onde foi realizado o curso. Aproveitamos e levamos algumas garrafas desta nossa segunda leva, para o Botto dar sua opinião, a qual foi super favorável, onde ele disse "Não sinto nem vejo nenhum problema nela. Está um pouco gelada para a degustação mas está muito boa. (tinha ficado na geladeira do Melograno durante o curso)."
Enfim, marcamos um churrasco para fazer uma terceira leva na frente dos amigos, ao vivo e a cores, e aproveitamos para consumir a segunda leva, onde os amigos ficaram surpresos com o sabor, aroma, cor, espuma.
Bom, a terceira leva não foi exemplo de produção controlada, certinha; na verdade teve alguns tropeços, talvez por conta de tanto experimentar a 2ª leva (risos), mas que fora
m contornados e depois de longa maturação, ficou com excelente visual, mas ainda não provei.


Vou ver o que o Giba tem a dizer.


Ed Brewer.