04 novembro 2010
Maltes - infusão x mostura
Steep x Mash (Infusão x Mostura)
O processo conhecido por Steep (infusão) consiste simplesmente em adicionar grãos (as vezes quebrados) em água para extrair os sabores e cor dos grãos. (como se fosse fazer um chá)
Já o processo conhecido por Mash (mostura) em contraste é feito imergindo os grãos em água quente para ativar sua enzimas de conversão de amido, o que provê os açucares para a levedura fermentar.
A categoria de maltes para infusão inclui tanto os grãos que foram cozidos durante o processo de malteação como também os que foram secos em estufa em altas temperaturas para atingir diferentes colorações.
Os maltes Crystal são os grãos mais comumente usados para infusão porque são cozidos durante a malteação e também secos em estufa para atingir ranges de coloração entre 10 e 180 °Lovibond (indicador de graduação de coloração), o que acaba convertendo a maior parte do amido dentro do prróprio grão.
Outros grãos não são submetidos a cozimento ou secagem em altas temperaturas no processo de malteação o que mantém todo o amido dentro do grão, sendo conhecidos como “maltes base”. Estes devem ser quebrados e mergulhados em água quente para que as enzimas convertam o amido em açucar. Se não acontecer esta conversão, ou seja, se for feita somente a infusão, o amido será liberado no mosto e causará turvamento (como se tivesse nublado) além de sabor de caracteristico de amido, tipo goma ou fécula, o que pode encorajar a ação de bacterias ou leveduras selvagens.
Como fazer o Steep (Infusão)
É como fazer um chá. Faça a maceração dos grãos e mergulhe-os em água quente, normalmente entre 65°C e 77°C por uns 30 minutos (ou de acordo com sua receita). A melhor forma de fazer isso é usando um “grain bag” (saco para grãos). Quando terminar de fazer a infusão retire o “saco” da água e deixe que o excesso de água escorra para o recipiente, mas não aperte o “saco” pois isso pode extrair muito tanino das cascas. O tanino é um composto molecular existente nas cascas dos alimentos e plantas justamente para dar um sabor ruim como defesa natural destes alimentos contra ataques de predadores quando ainda na natureza. (veja detalhes técnicos sobre Taninos no fim deste artigo)
Maltes para Infusão
Crystal (10-180 °L)
Caramel (10-120 °L)
Biscuit/Victory
Dextrin
Special B
Chocolate
Black Patent
Aromatic
Melanoidin
Malte Coffee
Malte Honey
Debittered Black
Cevada Torrada
Trigo TorradoCenteio Torrado
Maltes para Mostura
Pale – 2 linhas ou 6 linhas
Pale Ale – 2 linhas ou 6 linhas
British Pale Ale – 2 linhas
Amber
Malte Centeio
Malte Trigo
Pilsner
Vienna
MunichRauchmalz
Taninos (do francês tanin) são polifenóis de origem vegetal, com pesos moleculares geralmente entre 500 e 3000. Eles inibem o ataque às plantas por herbívoros vertebrados ou invertebrados (diminuição da palatabilidade, dificuldades na digestão, produção de compostos tóxicos a partir da hidrólise dos taninos) e também por microorganismos patogênicos. O termo é largamente utilizado para designar qualquer grande composto polifenólico contendo suficientes grupos hidroxila e outros (como carboxila) para poder formar complexos fortes com proteínas e outras macromoléculas. São geralmente divididos em dois tipos: hidrolisáveis e condensados (protoantocianidinas).
O processo conhecido por Steep (infusão) consiste simplesmente em adicionar grãos (as vezes quebrados) em água para extrair os sabores e cor dos grãos. (como se fosse fazer um chá)
Já o processo conhecido por Mash (mostura) em contraste é feito imergindo os grãos em água quente para ativar sua enzimas de conversão de amido, o que provê os açucares para a levedura fermentar.
A categoria de maltes para infusão inclui tanto os grãos que foram cozidos durante o processo de malteação como também os que foram secos em estufa em altas temperaturas para atingir diferentes colorações.
Os maltes Crystal são os grãos mais comumente usados para infusão porque são cozidos durante a malteação e também secos em estufa para atingir ranges de coloração entre 10 e 180 °Lovibond (indicador de graduação de coloração), o que acaba convertendo a maior parte do amido dentro do prróprio grão.
Outros grãos não são submetidos a cozimento ou secagem em altas temperaturas no processo de malteação o que mantém todo o amido dentro do grão, sendo conhecidos como “maltes base”. Estes devem ser quebrados e mergulhados em água quente para que as enzimas convertam o amido em açucar. Se não acontecer esta conversão, ou seja, se for feita somente a infusão, o amido será liberado no mosto e causará turvamento (como se tivesse nublado) além de sabor de caracteristico de amido, tipo goma ou fécula, o que pode encorajar a ação de bacterias ou leveduras selvagens.
Como fazer o Steep (Infusão)
É como fazer um chá. Faça a maceração dos grãos e mergulhe-os em água quente, normalmente entre 65°C e 77°C por uns 30 minutos (ou de acordo com sua receita). A melhor forma de fazer isso é usando um “grain bag” (saco para grãos). Quando terminar de fazer a infusão retire o “saco” da água e deixe que o excesso de água escorra para o recipiente, mas não aperte o “saco” pois isso pode extrair muito tanino das cascas. O tanino é um composto molecular existente nas cascas dos alimentos e plantas justamente para dar um sabor ruim como defesa natural destes alimentos contra ataques de predadores quando ainda na natureza. (veja detalhes técnicos sobre Taninos no fim deste artigo)
Maltes para Infusão
Crystal (10-180 °L)
Caramel (10-120 °L)
Biscuit/Victory
Dextrin
Special B
Chocolate
Black Patent
Aromatic
Melanoidin
Malte Coffee
Malte Honey
Debittered Black
Cevada Torrada
Trigo TorradoCenteio Torrado
Maltes para Mostura
Pale – 2 linhas ou 6 linhas
Pale Ale – 2 linhas ou 6 linhas
British Pale Ale – 2 linhas
Amber
Malte Centeio
Malte Trigo
Pilsner
Vienna
MunichRauchmalz
Taninos (do francês tanin) são polifenóis de origem vegetal, com pesos moleculares geralmente entre 500 e 3000. Eles inibem o ataque às plantas por herbívoros vertebrados ou invertebrados (diminuição da palatabilidade, dificuldades na digestão, produção de compostos tóxicos a partir da hidrólise dos taninos) e também por microorganismos patogênicos. O termo é largamente utilizado para designar qualquer grande composto polifenólico contendo suficientes grupos hidroxila e outros (como carboxila) para poder formar complexos fortes com proteínas e outras macromoléculas. São geralmente divididos em dois tipos: hidrolisáveis e condensados (protoantocianidinas).
18 outubro 2010
Perfil do Lupulo Cascade

Texto traduzido da revista BYO - Brew Your Own
Lúpulos Cascade são derivados de uma polinização aberta de US Fuggles (o qual é por sua vez um cruzamento entre Fuggles e o lúpulo Russo Serebrianker). Eles foram liberados para o público em 1972, e se transformaram, não surpreendentemente, especialmente ligado a produção de cerveja da Costa Oeste dos USA, e são os lúpulos mais populares na produção caseira de cerveja atualmente. Seu grande sabor e aroma fazem sua adição ser bemvinda em muitos estilos de cerveja, desde Pale Ales até BarleyWines. Usado para dar um amargor suave ou como um lúpulo de finalização. Cascade exibe notas distintas de floral e citrica como grapefruit, e tendem a ficar no intervalo de 4.5 a 7% de alfa e beta ácidos.
Um brinde.
30 setembro 2010
Quantidade de levedura versus Esteres
Texto criado a partir de trecho do livro How to Brew de John Palmer.
A quantidade de levedura utilizada na fermentação afeta diretamente as características de aroma e sabor da cerveja. A levedura é um tipo de fungo unicelular que se reproduz (multiplica) toda vez que sintetiza alimento. Ela vive com e sem oxigênio. O oxigênio permite potencializar a sintese de alimento, quando da falta de oxigênio, gerando a fermentação. Um baixa quantidade de leveduras utilizada na infusão no mosto vai gerar uma maior reprodução das leveduras devido a abundância de alimento. A levedura vai se reproduzir diversas vezes até que a massa total de leveduras atinja o máximo limite que o mosto suporte. Lembrando obviamente que a quantidade de reprodução das celulas é limitado. Existe um limite máximo que cada celula consegue se reproduzir mas é bastante alto o que nos permite reaproveitar as leveduras de uma produção em outras produções. Maior reprodução em um mosto geralmente significa maior sintese de novas membranas celulares e aumenta a produção de uma enzima intracelular chamada “Alcohol Acetyl Transferase” (AAT), a qual regula a fluidez da membrana e acredita-se que realiza o papel principal na esterificação dos ácidos graxos (ex: Acetyl CoA) pela levedura. A produção de AAT é também suportada pelo efeito do stress do ambiente na levedura, como temperatura, pH, e nível de nutrientes. Com a infusão de uma maior quantidade de levedura para a fermentação, haverá menor reprodução até que se atinja o máximo limite que o mosto permite e portanto ocorrerá uma menor sintese de membranas celulares e AAT. Na verdade a produção de ésteres pela levedura é ainda um assunto complicado, e o papel do AAT é ainda teorico, mas é consistente com as observações e medidas empiricas. Em resumo uma infusão de quanidades menores de leveduras no mosto parece produzir mais esteres e aromas do que a infusão de quantidades maiores. Se por outro lado você não quiser uma cerveja com muitos esteres faça uma infusão de maior quantidade de leveduras. Se utilizar sachê de levedura desidratada calcule quantos sachês necessita para a infusão ou faça um “starter” (ativação) previamente para uma multiplicação celuar antes da infusão no mosto.
Tabela com quantidades recomendadas para leveduras de Ale em função da densidade do mosto.
Densidade____Celulas por 20 litros
< 1.055 ................... 60-120 bilhões
1.055 – 1.065 ....... 120-180 bilhões
1.065 – 1.075 ....... 180-240 bilhões
1.075 – 1.085 ....... 240-300 bilhões
1.085 – 1.095 ....... 300-360 bilhões
> 1.095 .................. 360-420+ bilhões
Um brinde.
[]´s
Edwar (Ed)
A quantidade de levedura utilizada na fermentação afeta diretamente as características de aroma e sabor da cerveja. A levedura é um tipo de fungo unicelular que se reproduz (multiplica) toda vez que sintetiza alimento. Ela vive com e sem oxigênio. O oxigênio permite potencializar a sintese de alimento, quando da falta de oxigênio, gerando a fermentação. Um baixa quantidade de leveduras utilizada na infusão no mosto vai gerar uma maior reprodução das leveduras devido a abundância de alimento. A levedura vai se reproduzir diversas vezes até que a massa total de leveduras atinja o máximo limite que o mosto suporte. Lembrando obviamente que a quantidade de reprodução das celulas é limitado. Existe um limite máximo que cada celula consegue se reproduzir mas é bastante alto o que nos permite reaproveitar as leveduras de uma produção em outras produções. Maior reprodução em um mosto geralmente significa maior sintese de novas membranas celulares e aumenta a produção de uma enzima intracelular chamada “Alcohol Acetyl Transferase” (AAT), a qual regula a fluidez da membrana e acredita-se que realiza o papel principal na esterificação dos ácidos graxos (ex: Acetyl CoA) pela levedura. A produção de AAT é também suportada pelo efeito do stress do ambiente na levedura, como temperatura, pH, e nível de nutrientes. Com a infusão de uma maior quantidade de levedura para a fermentação, haverá menor reprodução até que se atinja o máximo limite que o mosto permite e portanto ocorrerá uma menor sintese de membranas celulares e AAT. Na verdade a produção de ésteres pela levedura é ainda um assunto complicado, e o papel do AAT é ainda teorico, mas é consistente com as observações e medidas empiricas. Em resumo uma infusão de quanidades menores de leveduras no mosto parece produzir mais esteres e aromas do que a infusão de quantidades maiores. Se por outro lado você não quiser uma cerveja com muitos esteres faça uma infusão de maior quantidade de leveduras. Se utilizar sachê de levedura desidratada calcule quantos sachês necessita para a infusão ou faça um “starter” (ativação) previamente para uma multiplicação celuar antes da infusão no mosto.
Tabela com quantidades recomendadas para leveduras de Ale em função da densidade do mosto.
Densidade____Celulas por 20 litros
< 1.055 ................... 60-120 bilhões
1.055 – 1.065 ....... 120-180 bilhões
1.065 – 1.075 ....... 180-240 bilhões
1.075 – 1.085 ....... 240-300 bilhões
1.085 – 1.095 ....... 300-360 bilhões
> 1.095 .................. 360-420+ bilhões
Um brinde.
[]´s
Edwar (Ed)
15 agosto 2010
28 julho 2010
Festival de Inverno ACervA 2010
Fantastico e inesquecivel !!
Estas são as palavras para descrever este domingo, 25 de julho de 2010.
Votorantim, sede da cervejaria Bamberg.
Festival de Cervejas Caseiras para entrega do premio do 1o concurso paulista de cerveja caseira.
Mais de 30 tipos de cervejas....lado a lado...sabores variados...qualidade suprema !!
Um banho de sabores, cores e aromas !
Eu não tinha experimentado ainda a nossa Minotauro, citada alguns posts anteriores aqui em nosso blog....mas vou dizer: ficou FENOMENAL !!
Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras....vou colocar algumas fotos clonadas de outros blogs e sites e as referencias ...



Renatão da Sauber, Edwar, Giba e o Rodrigo o mais novo membro da Confraria Santista.

Estas são as palavras para descrever este domingo, 25 de julho de 2010.
Votorantim, sede da cervejaria Bamberg.
Festival de Cervejas Caseiras para entrega do premio do 1o concurso paulista de cerveja caseira.
Mais de 30 tipos de cervejas....lado a lado...sabores variados...qualidade suprema !!
Um banho de sabores, cores e aromas !
Eu não tinha experimentado ainda a nossa Minotauro, citada alguns posts anteriores aqui em nosso blog....mas vou dizer: ficou FENOMENAL !!
Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras....vou colocar algumas fotos clonadas de outros blogs e sites e as referencias ...



UM BRINDE A CULTURA CERVEJEIRA !!!!
Segue um link com um vídeo dos melhores momentos da festa.
http://www.youtube.com/watch?v=mg6bWTcc0BU
Segue um link com um vídeo dos melhores momentos da festa.
26 maio 2010
Dry Hopping

· Dry = seco
· Hopping = lupulagem, adicionar lupulo
A grosso modo, a tradução seria algo como “adicionar lupulo a seco”. (Esquisito ! Dá pra explicar ? Dá sim...)
O lupulo provê amargor e aroma a cerveja, sendo que o amargor vem de resinas (alfa-ácidos como cohumulone e adhumulone) que só são isomerizadas (transformadas) com presença de calor (fervura) por um determinado tempo de exposição (60 minutos a 100ºC para 100% de isomerização dos alfa-ácidos) e o aroma é desprendido pela dissolução de óleos.
Os lúpulos de aroma são adicionados na fervura de lupulagem bem no seu final pois são altamente voláteis, ou seja, são eliminados com o vapor da fervura; por isso adicionamos quando desligamos a fervura ou nos últimos minutinhos; para não perdê-los. Mas na maioria das vezes perdemos boa parte e a presença de aroma na cerveja se torna pouca ou quase nula.
Para tanto , a idéia principal do dry hopping é adicionar aroma na cerveja, sem alterar (tanto) seu amargor.
Porém é muito bom frisar que “Dry Hopping" não é um substituto para a adição normal de lupulo de aroma no final da fervura de lupulagem”. São técnicas diferentes com resultados diferentes.
A seguir vamos listar algumas propriedades e características do lupulo, retirados de um site de artigos medicinais (http://www.plantamed.com.br/), para melhor entender seu uso e potencialidade:
· Nome científico: Humulus Lupulus
· Familia: Canabinaceae (mesma familia da conhecida erva canabis = Maconha)
· Propriedades medicinais: anti-artítico, anti-séptico, aperitivo, calmante, digestivo, diurético, sedativo
· Indicações: dor de cabeça, espasmo, fraqueza nos nervos, impurezas do sangue, insônia nervosa, lombrigas, nevralgia, obstrução do baixo ventre, raquitismo, sono, tensão nervosa.Os povos antigos conheciam o poder anti-séptico do lúpulo e para mater a cerveja longe de contaminação adicionavam a flor no líquido, mas com isso perceberam que o sabor era afetado de forma positiva e então, com o passar do tempo, começaram a estudar as propriedades e componentes da flor e como eles podiam afetar a cerveja.
Além de alfa-ácidos (resina) e óleos, existem também os beta-ácidos (como lupulone, colupulone, adlupulone) que não isomerizam na fervura, mas provêm sabor (amargo aspero) a cerveja por conta da oxidação durante a fermentação, podendo inclusive, se muito alta a quantidade, dar um sabor de vegetais estragados e/ou milho cozido a sua cerveja; portanto é importante observar a quantidade de Beta-ácidos presentes no lúpulo que vai usar e na relação de alfa-beta, para melhor dosar o uso.
Dentre os óleos existem vários componentes, em menor quantidade, que influenciam de diversas formas o aroma da cerveja.
Os óleos são compostos de 2 partes, ainda não complementamente estudados e entendidos, os hidrocarbonos e os compostos oxigenados. Os primeiros são decompostos em humulene, myrcene e caryophylene são muito voláteis no vapor.
A fração oxigenada inclui geraniol e linalol, substancias que dão caracteristicas florais a cerveja e são menos voláteis que os hidrocarbonos e portanto uma pequena fração restará quando o lúpulo é adicionado no final da fervura de lupulagem.
Porém estes óleos sofrerão uma mudança pela ação da fermentação, o que dará uma sensível diferença em relação ao aroma do lúpulo antes de ser adicionado.
Fazendo “dry-hopping” estamos tentando remediar isso adicionando lúpulo em um momento onde muito pouco dos componentes originais dos óleos são perdidos ou modificados.
Estamos adicionando aroma e sabor mais próximos do que os lúpulos possuem antes de passarem pelo processo de lupulagem e fermentação.
Lembrando novamente, “dry-hopping” não é um substituto, porém um complemento.
Você deve estar se perguntando: Quando e como eu faço o “dry-hopping” ?O melhor seria no final da fermentação, antes de ir para a maturação pois melhores resultados são obtidos em temperaturas na casa de 15ºC a 18ºC; porém é complicado para um cervejeiro caseiro fazer esta adição neste momento.
Portanto a resposta mais adequada passa a ser: Na maturação. (quando trocar a cerveja do balde de fermentação para o de maturação).
Quanto colocar de lupulo ? Ai vai do gosto. Para OG abaixo de 1050 use 28 gramas para 19 litros; para OG entre 1050-1070 use de 56-85 gramas; e para OG acima de 1070 use de 85-113 gramas. Muito ? Pouco ? Depende do lupulo, depende do resultado esperado, depende do seu equipamento.
Qual lupulo é mais indicado ? Lúpulos conhecidos como “nobres”(tipos cultivados na Europa Central), que são por natureza fortes em aroma e leves em amargor, como Hallertau, Tettnanger, Spalt, Polish, Lublin e Saaz. (use a tabela de lúpulos do site da ACervA Paulista para ver uma maior variedade existente, inclusive proveniente de outros países). Outros lúpulos que também são usados e considerados, por algumas pessoas como “nobres”, são o Fuggle e Goldings, porém estes possuem uma razão alfa-beta quase 1:1 o que causa adição de amargor na cerveja devido a oxidação do beta-acido agindo durante o período de armazenamento da cerveja.
Como adiciono o lupulo ? Preferenciamente use um “hop bag”, ou traduzindo “saco para lupulo”, amarrando bem a entrada do saco para não desprender nenhum trub em sua cerveja, pois você já está na maturação momento em que pretende sedimentar componentes em suspensão e como o saco vai boiar, sugerimos que amarre ou coloque dentro do saco uma pedra, devidamente esterelizada a fervida para levar o saco ao fundo do seu balde ou tanque de maturação para aumentar a distribuição e infiltração dos óleos na cerveja.
Para finalizar, lembre que “dry hopping” produz um efeito que não pode ser obtido por outras formas; é adicionar algo extra à sua criação, já quase perfeita.
Por quanto tempo eu deixo o hop bag no balde de maturação? Varia bastante entre várias literaturas e cervejeiros que indicam entre 3 e 14 dias, eu particularmente deixo em média 7 dias e já é o suficiente para mim. Você pode adicionar o hop bag ou no início da maturação ou no final. Eu prefiro no inicio pois ainda há muitas partículas em suspensão e a entrada e saída do hop bag não estragará a sedimentação; mas isso é escolha sua. Também há a preocupação com a não oxidação e com isso talvez seja melhor no fianl. Você pode de repente adicionar ao final e nem tirar o hop bag de dentro do balde, tirando a cerveja direto para a trasfega de envaze.· Hopping = lupulagem, adicionar lupulo
A grosso modo, a tradução seria algo como “adicionar lupulo a seco”. (Esquisito ! Dá pra explicar ? Dá sim...)
O lupulo provê amargor e aroma a cerveja, sendo que o amargor vem de resinas (alfa-ácidos como cohumulone e adhumulone) que só são isomerizadas (transformadas) com presença de calor (fervura) por um determinado tempo de exposição (60 minutos a 100ºC para 100% de isomerização dos alfa-ácidos) e o aroma é desprendido pela dissolução de óleos.
Os lúpulos de aroma são adicionados na fervura de lupulagem bem no seu final pois são altamente voláteis, ou seja, são eliminados com o vapor da fervura; por isso adicionamos quando desligamos a fervura ou nos últimos minutinhos; para não perdê-los. Mas na maioria das vezes perdemos boa parte e a presença de aroma na cerveja se torna pouca ou quase nula.
Para tanto , a idéia principal do dry hopping é adicionar aroma na cerveja, sem alterar (tanto) seu amargor.
Porém é muito bom frisar que “Dry Hopping" não é um substituto para a adição normal de lupulo de aroma no final da fervura de lupulagem”. São técnicas diferentes com resultados diferentes.
A seguir vamos listar algumas propriedades e características do lupulo, retirados de um site de artigos medicinais (http://www.plantamed.com.br/), para melhor entender seu uso e potencialidade:
· Nome científico: Humulus Lupulus
· Familia: Canabinaceae (mesma familia da conhecida erva canabis = Maconha)
· Propriedades medicinais: anti-artítico, anti-séptico, aperitivo, calmante, digestivo, diurético, sedativo
· Indicações: dor de cabeça, espasmo, fraqueza nos nervos, impurezas do sangue, insônia nervosa, lombrigas, nevralgia, obstrução do baixo ventre, raquitismo, sono, tensão nervosa.Os povos antigos conheciam o poder anti-séptico do lúpulo e para mater a cerveja longe de contaminação adicionavam a flor no líquido, mas com isso perceberam que o sabor era afetado de forma positiva e então, com o passar do tempo, começaram a estudar as propriedades e componentes da flor e como eles podiam afetar a cerveja.
Além de alfa-ácidos (resina) e óleos, existem também os beta-ácidos (como lupulone, colupulone, adlupulone) que não isomerizam na fervura, mas provêm sabor (amargo aspero) a cerveja por conta da oxidação durante a fermentação, podendo inclusive, se muito alta a quantidade, dar um sabor de vegetais estragados e/ou milho cozido a sua cerveja; portanto é importante observar a quantidade de Beta-ácidos presentes no lúpulo que vai usar e na relação de alfa-beta, para melhor dosar o uso.
Dentre os óleos existem vários componentes, em menor quantidade, que influenciam de diversas formas o aroma da cerveja.
Os óleos são compostos de 2 partes, ainda não complementamente estudados e entendidos, os hidrocarbonos e os compostos oxigenados. Os primeiros são decompostos em humulene, myrcene e caryophylene são muito voláteis no vapor.
A fração oxigenada inclui geraniol e linalol, substancias que dão caracteristicas florais a cerveja e são menos voláteis que os hidrocarbonos e portanto uma pequena fração restará quando o lúpulo é adicionado no final da fervura de lupulagem.
Porém estes óleos sofrerão uma mudança pela ação da fermentação, o que dará uma sensível diferença em relação ao aroma do lúpulo antes de ser adicionado.
Fazendo “dry-hopping” estamos tentando remediar isso adicionando lúpulo em um momento onde muito pouco dos componentes originais dos óleos são perdidos ou modificados.
Estamos adicionando aroma e sabor mais próximos do que os lúpulos possuem antes de passarem pelo processo de lupulagem e fermentação.
Lembrando novamente, “dry-hopping” não é um substituto, porém um complemento.
Você deve estar se perguntando: Quando e como eu faço o “dry-hopping” ?O melhor seria no final da fermentação, antes de ir para a maturação pois melhores resultados são obtidos em temperaturas na casa de 15ºC a 18ºC; porém é complicado para um cervejeiro caseiro fazer esta adição neste momento.
Portanto a resposta mais adequada passa a ser: Na maturação. (quando trocar a cerveja do balde de fermentação para o de maturação).
Quanto colocar de lupulo ? Ai vai do gosto. Para OG abaixo de 1050 use 28 gramas para 19 litros; para OG entre 1050-1070 use de 56-85 gramas; e para OG acima de 1070 use de 85-113 gramas. Muito ? Pouco ? Depende do lupulo, depende do resultado esperado, depende do seu equipamento.
Qual lupulo é mais indicado ? Lúpulos conhecidos como “nobres”(tipos cultivados na Europa Central), que são por natureza fortes em aroma e leves em amargor, como Hallertau, Tettnanger, Spalt, Polish, Lublin e Saaz. (use a tabela de lúpulos do site da ACervA Paulista para ver uma maior variedade existente, inclusive proveniente de outros países). Outros lúpulos que também são usados e considerados, por algumas pessoas como “nobres”, são o Fuggle e Goldings, porém estes possuem uma razão alfa-beta quase 1:1 o que causa adição de amargor na cerveja devido a oxidação do beta-acido agindo durante o período de armazenamento da cerveja.
Como adiciono o lupulo ? Preferenciamente use um “hop bag”, ou traduzindo “saco para lupulo”, amarrando bem a entrada do saco para não desprender nenhum trub em sua cerveja, pois você já está na maturação momento em que pretende sedimentar componentes em suspensão e como o saco vai boiar, sugerimos que amarre ou coloque dentro do saco uma pedra, devidamente esterelizada a fervida para levar o saco ao fundo do seu balde ou tanque de maturação para aumentar a distribuição e infiltração dos óleos na cerveja.
Para finalizar, lembre que “dry hopping” produz um efeito que não pode ser obtido por outras formas; é adicionar algo extra à sua criação, já quase perfeita.
Complementarmente há um excelente post do amigo Henrik Boden sobre o mesmo tema neste link: http://henrikboden.blogspot.com.br/2012/02/lupulagem-avancada-i-introducao-e-dry.html
Um brinde e boas cervejas.
Edwar - Conscerva
09 maio 2010
Missa Cervejeira ? O que é isso ?
Missa Cervejeira:
Segue outra versão concisa mas perfeita do nosso amigo Mauro Bartasevicius:Momento de adoração, agradecimento, confraternização e propagação da cultura cervejeira artesanal.
Normalmente realizada em estabelecimento comercial que congregue com nosso intuito: Boa cerveja. Cerveja "de verdade". Preferencialmente Artesanais, de todo o mundo, privilegiando às nacionais.
Durante a missa, com permissão do estabelecimento, compartilhamos o fruto de nossas produções caseiras entre os seguidores presentes.
Lembrar que em nossas Missas não damos esmolas !
Mas beerevangelizamos com prazer os que ainda se encontram sem rumo certo, em caminho duvidoso !
(ass: Edwar Fonseca - Conscerva)
Somos um grupo de apreciadores da boa cerveja que se reúnem em locais agradáveis para degustar e rezar para que não falte o material para degustação.
Abraços
Um brinde.
Conscerva.
Assinar:
Postagens (Atom)
