28 julho 2010

Festival de Inverno ACervA 2010

Fantastico e inesquecivel !!
Estas são as palavras para descrever este domingo, 25 de julho de 2010.
Votorantim, sede da cervejaria Bamberg.
Festival de Cervejas Caseiras para entrega do premio do 1o concurso paulista de cerveja caseira.
Mais de 30 tipos de cervejas....lado a lado...sabores variados...qualidade suprema !!
Um banho de sabores, cores e aromas !
Eu não tinha experimentado ainda a nossa Minotauro, citada alguns posts anteriores aqui em nosso blog....mas vou dizer: ficou FENOMENAL !!
Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras....vou colocar algumas fotos clonadas de outros blogs e sites e as referencias ...







Renatão da Sauber, Edwar, Giba e o Rodrigo o mais novo membro da Confraria Santista.





UM BRINDE A CULTURA CERVEJEIRA !!!!
Segue um link com um vídeo dos melhores momentos da festa.
http://www.youtube.com/watch?v=mg6bWTcc0BU

26 maio 2010

Dry Hopping


· Dry = seco
· Hopping = lupulagem, adicionar lupulo
A grosso modo, a tradução seria algo como “adicionar lupulo a seco”. (Esquisito ! Dá pra explicar ? Dá sim...)
O lupulo provê amargor e aroma a cerveja, sendo que o amargor vem de resinas (alfa-ácidos como cohumulone e adhumulone) que só são isomerizadas (transformadas) com presença de calor (fervura) por um determinado tempo de exposição (60 minutos a 100ºC para 100% de isomerização dos alfa-ácidos) e o aroma é desprendido pela dissolução de óleos.
Os lúpulos de aroma são adicionados na fervura de lupulagem bem no seu final pois são altamente voláteis, ou seja, são eliminados com o vapor da fervura; por isso adicionamos quando desligamos a fervura ou nos últimos minutinhos; para não perdê-los. Mas na maioria das vezes perdemos boa parte e a presença de aroma na cerveja se torna pouca ou quase nula.
Para tanto , a idéia principal do dry hopping é adicionar aroma na cerveja, sem alterar (tanto) seu amargor.
Porém é muito bom frisar que “Dry Hopping" não é um substituto para a adição normal de lupulo de aroma no final da fervura de lupulagem”. São técnicas diferentes com resultados diferentes.
A seguir vamos listar algumas propriedades e características do lupulo, retirados de um site de artigos medicinais (http://www.plantamed.com.br/), para melhor entender seu uso e potencialidade:
· Nome científico: Humulus Lupulus
· Familia: Canabinaceae (mesma familia da conhecida erva canabis = Maconha)
· Propriedades medicinais: anti-artítico, anti-séptico, aperitivo, calmante, digestivo, diurético, sedativo
· Indicações: dor de cabeça, espasmo, fraqueza nos nervos, impurezas do sangue, insônia nervosa, lombrigas, nevralgia, obstrução do baixo ventre, raquitismo, sono, tensão nervosa.
Os povos antigos conheciam o poder anti-séptico do lúpulo e para mater a cerveja longe de contaminação adicionavam a flor no líquido, mas com isso perceberam que o sabor era afetado de forma positiva e então, com o passar do tempo, começaram a estudar as propriedades e componentes da flor e como eles podiam afetar a cerveja.
Além de alfa-ácidos (resina) e óleos, existem também os beta-ácidos (como lupulone, colupulone, adlupulone) que não isomerizam na fervura, mas provêm sabor (amargo aspero) a cerveja por conta da oxidação durante a fermentação, podendo inclusive, se muito alta a quantidade, dar um sabor de vegetais estragados e/ou milho cozido a sua cerveja; portanto é importante observar a quantidade de Beta-ácidos presentes no lúpulo que vai usar e na relação de alfa-beta, para melhor dosar o uso.
Dentre os óleos existem vários componentes, em menor quantidade, que influenciam de diversas formas o aroma da cerveja.
Os óleos são compostos de 2 partes, ainda não complementamente estudados e entendidos, os hidrocarbonos e os compostos oxigenados. Os primeiros são decompostos em humulene, myrcene e caryophylene são muito voláteis no vapor.
A fração oxigenada inclui geraniol e linalol, substancias que dão caracteristicas florais a cerveja e são menos voláteis que os hidrocarbonos e portanto uma pequena fração restará quando o lúpulo é adicionado no final da fervura de lupulagem.
Porém estes óleos sofrerão uma mudança pela ação da fermentação, o que dará uma sensível diferença em relação ao aroma do lúpulo antes de ser adicionado.
Fazendo “dry-hopping” estamos tentando remediar isso adicionando lúpulo em um momento onde muito pouco dos componentes originais dos óleos são perdidos ou modificados.
Estamos adicionando aroma e sabor mais próximos do que os lúpulos possuem antes de passarem pelo processo de lupulagem e fermentação.
Lembrando novamente, “dry-hopping” não é um substituto, porém um complemento.
Você deve estar se perguntando: Quando e como eu faço o “dry-hopping” ?O melhor seria no final da fermentação, antes de ir para a maturação pois melhores resultados são obtidos em temperaturas na casa de 15ºC a 18ºC; porém é complicado para um cervejeiro caseiro fazer esta adição neste momento.
Portanto a resposta mais adequada passa a ser: Na maturação. (quando trocar a cerveja do balde de fermentação para o de maturação).
Quanto colocar de lupulo ? Ai vai do gosto. Para OG abaixo de 1050 use 28 gramas para 19 litros; para OG entre 1050-1070 use de 56-85 gramas; e para OG acima de 1070 use de 85-113 gramas. Muito ? Pouco ? Depende do lupulo, depende do resultado esperado, depende do seu equipamento.
Qual lupulo é mais indicado ? Lúpulos conhecidos como “nobres”(tipos cultivados na Europa Central), que são por natureza fortes em aroma e leves em amargor, como Hallertau, Tettnanger, Spalt, Polish, Lublin e Saaz. (use a tabela de lúpulos do site da ACervA Paulista para ver uma maior variedade existente, inclusive proveniente de outros países). Outros lúpulos que também são usados e considerados, por algumas pessoas como “nobres”, são o Fuggle e Goldings, porém estes possuem uma razão alfa-beta quase 1:1 o que causa adição de amargor na cerveja devido a oxidação do beta-acido agindo durante o período de armazenamento da cerveja.
Como adiciono o lupulo ? Preferenciamente use um “hop bag”, ou traduzindo “saco para lupulo”, amarrando bem a entrada do saco para não desprender nenhum trub em sua cerveja, pois você já está na maturação momento em que pretende sedimentar componentes em suspensão e como o saco vai boiar, sugerimos que amarre ou coloque dentro do saco uma pedra, devidamente esterelizada a fervida para levar o saco ao fundo do seu balde ou tanque de maturação para aumentar a distribuição e infiltração dos óleos na cerveja.
Para finalizar, lembre que “dry hopping” produz um efeito que não pode ser obtido por outras formas; é adicionar algo extra à sua criação, já quase perfeita.
Por quanto tempo eu deixo o hop bag no balde de maturação? Varia bastante entre várias literaturas e cervejeiros que indicam entre 3 e 14 dias, eu particularmente deixo em média 7 dias e já é o suficiente para mim. Você pode adicionar o hop bag ou no início da maturação ou no final. Eu prefiro no inicio pois ainda há muitas partículas em suspensão e a entrada e saída do hop bag não estragará a sedimentação; mas isso é escolha sua. Também há a preocupação com a não oxidação e com isso talvez seja melhor no fianl. Você pode de repente adicionar ao final e nem tirar o hop bag de dentro do balde, tirando a cerveja direto para a trasfega de envaze.

Complementarmente há um excelente post do amigo Henrik Boden sobre o mesmo tema neste link: http://henrikboden.blogspot.com.br/2012/02/lupulagem-avancada-i-introducao-e-dry.html

Um brinde e boas cervejas.

Edwar - Conscerva

09 maio 2010

Missa Cervejeira ? O que é isso ?

Missa Cervejeira:

Momento de adoração, agradecimento, confraternização e propagação da cultura cervejeira artesanal.
Normalmente realizada em estabelecimento comercial que congregue com nosso intuito: Boa cerveja. Cerveja "de verdade". Preferencialmente Artesanais, de todo o mundo, privilegiando às nacionais.
Durante a missa, com permissão do estabelecimento, compartilhamos o fruto de nossas produções caseiras entre os seguidores presentes.
Lembrar que em nossas Missas não damos esmolas !
Mas beerevangelizamos com prazer os que ainda se encontram sem rumo certo, em caminho duvidoso !
(ass: Edwar Fonseca - Conscerva)

Segue outra versão concisa mas perfeita do nosso amigo Mauro Bartasevicius:

Somos um grupo de apreciadores da boa cerveja que se reúnem em locais agradáveis para degustar e rezar para que não falte o material para degustação.

Abraços
Um brinde.
Conscerva.

09 abril 2010

3a melhor cerveja caseira no estilo Dubbel

Da esquerda para a direita: Juliano fundador da Eisenbahn, 1 colocado Sandro, 2 colocado Daniel e o Giba, 3 colocado no concurso junto com o Edwar
*fotos: blog cerveja só: Ricardo Amorim

Foi com uma enorme felicidade que recebemos o anuncio do nosso 3o lugar no concurso nacional Eisenbahn - Mestre Cervejeiro.

É o primeiro concurso que participamos e já tivemos esta grata recompensa. Ficar em 3o lugar, foi mais do que um prêmio.

Os vencedores foram anunciados em um evento fechado no Bar Anhanguera na noite de ontem (08-abril - quinta-feira).

Parabéns ao pessoal de Curitiba pelo primeiro lugar e Blumenau pelo 2o lugar.

Vejam mais detalhes da cerveja campeã no blog do Roberto Fonseca http://blogs.estadao.com.br/bob

Valeu pessoal.

Nosso muito obrigado pela torcida e carinho de todos.

Estamos muito felizes e este prêmio será um incentivo ainda maior para continuarmos com este maravilhoso hobby.

Se alguém quiser nossa receita, esta aqui mesmo no nosso blog:
http://conscerva.blogspot.com/2010/02/dubbel-concurso-mestre-cervejeiro.html

Um brinde.

28 março 2010

Post (muito) atrasado: Cerveja no inverno

Olá a todos. Para nós brasileiros, uma das primeiras imagens que nos vem a cabeca quando falamos de cerveja é aquela garrafa estupidamente gelada, dentro de um balde com gelo. Claro, com o calor que faz no Brasil, nada mais lógico. Mas e no inverno? E no inverno europeu? Como todos sabem, o inverno aqui este ano foi rigorosíssimo. Eu particularmente gosto muito do inverno como época para tomar cerveja,e nao precisa ser necessariamente uma „dunkel“, mais encorpada e algumas com um teor alcoólico mais forte, como as „dopple bock“, podem ser uma simples „helles“. Atualmente eu ando meio fa de cervejas tipo „Kellerbier“, aquelas nao filtradas. Na foto abaixo mostro como eu gelava as minhas Hacker-Pschoor Anno 1417 Naturtübes Kellerbier no inverno.

Prost.

Forma ecologicamente correta de gelar a santa bebida.